sexta-feira, 25 de abril de 2014

Dona de casa, mãe, profissional... o que Deus quer de mim? (parte 1)

Antes de iniciarmos nossa reflexão, é preciso que tomemos algumas atitudes importantes:

- Primeiro, temos de admitir que esse é um assunto um tanto complexo, polêmico, e que tem gerado muitas dúvidas e equívocos em nossos dias. Por isso, para tratarmos da questão com muita cautela e seriedade é fundamental que comecemos nos colocando diante de Deus em atitude de oração. Peça a Deus que seja ele o real mensageiro deste estudo, usando apenas um vaso de barro para a explanação de sua Palavra. Rogue a ele para que sua voz seja reconhecida enquanto investiga esse tema.
- Em segundo lugar, é imprescindível uma postura de total e sincera humildade. Todos nós já temos ideias pré-concebidas, opiniões, sobre o assunto em questão. Por isso, após orar ao Senhor, tente despojar-se de todas as suas concepções, seus pressupostos pessoais a fim de que seja possível ser moldada conforme a Palavra de Deus. Devemos estar dispostas a talvez derrubar alguns pilares sobre os quais nos alicerçamos, pois muitos deles podem ser enganosos e mundanos. Nossa postura diante das Escrituras deve nos levar a um constrangimento tal que sejamos capazes de jogar por terra os ídolos do nosso coração!

Devemos tentar responder as seguintes perguntas:
- É pecado a mulher cristã trabalhar fora de casa?
- É errado a mulher querer ter uma carreira?
- À luz da Bíblia, é errado que a mulher queira estudar, se formar e buscar conhecimento?

Mulher trabalha fora: de onde veio essa ideia?

Muitas mulheres, ainda que de forma equivocada, lançam mão do texto de Provérbios 31 pra dizer que a Bíblia autoriza a mulher a exercer uma profissão fora de seu lar. Não quero dizer com isso que ela desautoriza, mas primeiro é preciso analisar o argumento que tem esse texto como respaldo.
É verdade ser possível encontrar alguns indícios de que aquela mulher descrita pelo Rei Lemuel, a chamada “mulher virtuosa”, possuía dupla jornada, exercendo atividades que ultrapassavam a esfera de seu lar.
Veja os seguintes versos: “Como os navios mercantes, ela traz de longe as suas provisões.” (v. 14); “Ela avalia um campo e o compra; com o que ganha planta uma vinha”. (v. 16); “Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite”. (v. 18).

Embora os versículos destacados nos deem margem para pensar que a mulher virtuosa trabalha dentro e fora de sua casa, não podemos jamais nos esquecer do contexto em que essa situação se dava.  Ler o texto sem a preocupação de contextualizá-lo pode nos levar ao risco de interpretá-lo erroneamente.

Ao analisarmos Provérbios 31.10-31, devemos levar em conta as características do modelo econômico da época em que o livro foi escrito. O que predominava no período era a economia de subsistência, ou seja, o sustento da família provinha do próprio lar. Cada núcleo familiar tinha domínio sobre uma porção de terra, a qual era utilizada para semear, criar animais, e assim suprir as necessidades da casa. Os filhos, na medida em que iam crescendo, também participavam de tais atividades. Os meninos, como os filhos de Jacó, ou os filhos de Jessé, muitas vezes acompanhavam seu pai cuidando dos rebanhos e realizando trabalhos mais pesado. Já as filhas eram educadas para realizar atividades e tarefas domésticas, cuidar do preparo de alimentos, confecção de roupas, e outros detalhes que cabiam à mulher. Enfim,  homens e mulheres exerciam funções diferentes, visando o bem comum de seu lar. Diante disso, é errôneo afirmar que o texto de Provérbios 31 nos dá margem para defender o trabalho da mulher fora do âmbito familiar, já que ela jamais abria mão de sua responsabilidades como esposa e mãe, tão evidentes na passagem.

Mas afinal, de onde vem essa ideia? Quando foi que as mulheres começaram a deixar suas tarefas domésticas e a se inserir no mercado de trabalho?

Não há como discorrer sobre essa questão sem falar sobre o Movimento Feminista.
Vejamos como se deu a evolução do movimento:

  • As primeiras concepções do Movimento Feminista surgem logo após à  Revolução Francesa, quando em 1848 acontece a Convenção dos Direitos da Mulher na cidade de Nova York.
  • Depois, com a Revolução Industrial no século XVIII e a presença de muitas mulheres e inclusive crianças, em postos de trabalho iguais aos dos homens, o movimento ganha força.
  • Um outro fator de influência foi a proposta de luta de classes do marxismo. Essa visão contribuiu para fomentar a ideia de que a mulher deveria ser livre da “opressão” de seu marido, já que esse modelo de relação familiar, no qual o homem é o provedor e líder, passou a ser visto como nocivo às liberdades individuais.
  • Já no século XX, com força total, as ideias do Movimento Feminista passam a compor o pensamento da sociedade contemporânea, alimentando ainda mais a visão de que a mulher não precisa e nem deve depender do homem para alcançar seus objetivos. Sua luta passa a ser pela defesa de seus direitos às últimas consequências, buscando uma suposta liberdade e independência, e tentando ocupar postos até então de predomínio masculino.

Enfim, todos esses elementos levaram muitas mulheres a mudar o modo de enxergar sua própria vida. Elas passaram a olhar com desprezo seu papel de esposa, dona de casa e mãe. Sua visão sobre o homem se tornou distorcida. Agora, ele não é mais visto como o cabeça, o líder de seu lar, e sim como um igual, ou alguém indigno da submissão de sua esposa. Essa nova perspectiva casou um impacto profundo no que tange ao papel da mulher, tornando a busca por uma profissão sua fonte de realização e uma forma de alcançar destaque na sociedade.

Agora, vamos refletir um pouco. Diante de todos esses aspectos será que não há algo errado? Será que somos capazes de notar o quanto eles estão distantes dos preceitos bíblicos que Deus deixou para nós, mulheres cristãs? Será que tal ponto de vista tem nos levado a honrar a Palavra e validar seus ensinamentos em nosso cotidiano?
Mas afinal, porque os ideais do Movimento Feminista foram tão amplamente aceitos e absorvidos até mesmo por mulheres que amam a Deus e sua Palavra?

Podemos responder a essa pergunta e existe uma explicação para isso. Não perca o próximo post!

3 comentários:

  1. Tão importante perceber a "evolução" do pensamento feminista! Tão importante lembrar que as coisas não foram sempre assim, e que o que fazemos hoje de nossas vidas pode não ser o melhor e pode não ser o que a Bíblia requer da mulher!!! Aguardando ansiosa o próximo texto!!

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  2. Amei o texto, escolher a vontade de Deus
    até pelas mulheres cristãs tem sido um desafio.

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